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bHA3dXVxMWZjb3RodWY1anFlcTVpbWpkOTcxNTQyNTUyNTIy Temer quer aniquilar a engenharia brasileira - Revista Manutenção
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Análise: Temer quer aniquilar a engenharia brasileira e a nossa soberania

Sindicatos na rua disponibilizada pelo BdF via CUT RJ sob Creative Commons BY-ND

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(BdF) Uma das medidas mais graves é a renúncia da política de conteúdo local, que garante a participação de empresas nacionais. Engenheiros podem “virar suco”, uma cena que imaginávamos não repetir desde o final da década de 90. Ainda, hoje, lembramos dos noticiários mostrando engenheiros desempregados, vendendo cachorro quente nas ruas e exercendo outro ofício para sobreviver. No ano de 2016 até outubro, no Brasil, foram desligados 39.069 engenheiros e admitidos 24.253. Em 2015, foram admitidos 35.890 e 54.731 engenheiros demitidos. Isso demonstra que estamos perdendo postos de trabalho em todo o país. A atual agenda do governo de Michel Temer pretende aniquilar de vez a nossa engenharia e, consequentemente, a nossa soberania.

Uma das medidas mais graves é a renúncia da política de conteúdo local, que garante a participação de empresas nacionais nos empreendimentos. A Petrobras anunciou licitação para a retomada das obras do COMPERJ e beneficiou apenas as empresas estrangeiras, num total de 30. Nos últimos dias, a estatal contratou uma empresa chinesa para assumir contratos de sistemas de ancoragem para seis navios-plataforma, num total de 50 milhões de dólares. O governo federal ignorou a política de conteúdo local, que pode gerar milhares de empregos em nosso país. Além disso, a Petrobras - uma empresa estatal - está sendo fatiada e vendida aos poucos para outros países. O nosso petróleo gera renda para milhares de brasileiros, estimula a economia e eleva o Brasil a patamares internacionais. A defesa da Petrobras precisa ser garantida pela visão de soberania nacional por todo o povo brasileiro.

Até mesmo a indústria e os empresários brasileiros avaliam como fracassada essa política de favorecimento ao mercado internacional. Essas medidas oneram a economia brasileira. Isso porque as empresas internacionais utilizam mão de obra barata, exploram nossos recursos naturais, não contratam engenheiros brasileiros e ainda remetem seus lucros para fora do Brasil. O nosso país tem empresas de engenharia com excelência em capacidade técnica e tecnológica e muitas, inclusive, estão com seus trabalhos paralisados por conta de processos jurídicos. A corrupção é um mal que devemos combater na raiz, responsabilizando culpados e gestores. Fechar empresas nacionais e paralisar o ciclo produtivo são ações desastrosas e irresponsáveis para qualquer economia no mundo.

O Brasil passa por uma grave crise política e econômica. Isso é um fato, mas a solução não está no berço do mercado internacional. Uma das saídas é a retomada dos investimentos no desenvolvimento do país. Quando temos desenvolvimento, criamos um ciclo virtuoso, no qual as empresas giram capital, geram empregos, produzem insumos, elevam o PIB e fortalecem os indicadores sociais e econômicos. A quem interessa a paralisação dos investimentos no país? Não ao povo brasileiro. Abrir mão da política de conteúdo local só interessa às empresas estrangeiras. O Brasil não pode voltar a ser o quintal do mercado internacional.

A Fisenge conclama toda a sociedade brasileira a construir uma ampla aliança capaz de retomar a economia e defender a engenharia brasileira e a soberania nacional. Podemos, juntos, evitar uma das maiores tragédias de nossa história. Precisamos de engenharia para superar a crise e alavancar o desenvolvimento.

* Clovis Nascimento é engenheiro civil e sanitarista e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge).

por Clovis Nascimento
brasil de fato

  

Texto: Primeira edição publicada na Revista Manutenção sob licença Creative Commons  Licença Creative Commons
Imagens: As imagens possuem licenças específicas, consulte as respectivas legendas
Sindicatos na rua disponibilizada pelo BdF via CUT RJ sob Creative Commons BY-ND
DETALHES SOBRE O AUTOR
clovis-nascimento Temer quer aniquilar a engenharia brasileira - Revista Manutenção
Clóvis Nascimento
Nome: Clóvis Nascimento
Website: https://www.fisenge.org.br/
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Engenheiro civil e sanitarista


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APRESENTAÇÃO:

Diretor Presidente da FISENGE - Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros, Ex- Diretor Nacional de Água e Esgotos da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades; ex-Presidente Nacional da ABES – Associação Brasileira de engenharia Sanitária e Ambiental, eleito por dois mandatos consecutivos (entidade em que ocupou vários cargos, tanto no plano nacional quanto na Seccional do Rio de Janeiro, tornando-se Conselheiro vitalício).

FORMAÇÃO ACADÊMICA E EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:

Engenheiro Civil e Sanitarista, Pós-graduado em Políticas Públicas e Governo, Clóvis Francisco do Nascimento Filho é um profissional com mais de 35 anos de atuação no setor de Saneamento Ambiental. Foi na CEDAE que iniciou carreira profissional e ocupou diversos cargos, com destaque para: Diretor Administrativo; Superintendente de Recursos Humanos – marcado pela coordenação dos trabalhos de elaboração e implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS; Assistente do Presidente da CEDAE; Assessor da Diretoria Comercial e Financeira; Chefe da Divisão de Operação e Manutenção de Adutoras e Troncos da Grande Niterói; Chefe do Distrito de Águas de Niterói; e Gerente Geral da Universidade Corporativa da CEDAE.


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