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# Comparação do FMEA versão anterior com o FMEA AIAG & VDA 1ª Edição 2019
- URL: https://revistamanutencao.com.br/literatura/tecnica/manutencao/comparacao-do-fmea-versao-anterior-com-o-fmea-aiag-vda-1a-edicao/
- Published: 2025-02-13T15:12:12.000Z
- Updated: 2026-11-01T18:24:03.000Z
- Description: Entenda as mudanças do FMEA utilizado até 2019 e o novo manual do FMEA AIAG & VDA 1a edição, de junho de 2019, publicado em conjunto pela AIAG e VDA em texto de João Mosquim.
- Author: Eng. João Carlos Mosquim
- Tags: Manutenção, Literatura, Técnica, #import-joomla, #source-wayback, #Import 2026-11-01 14:12

## 1 - OBJETIVO

Discutir as mudanças do FMEA utilizado até 2019 e o novo manual do FMEA AIAG & VDA 1a edição, de junho de 2019, publicado em conjunto pela AIAG (Automotive Industry Action Group) e VDA (Verband Der Automobiliindustrie.

## 2 - HISTÓRICO

O objetivo do FMEA é identificar as funções dos produtos ou fases de um processo e os modos de falhas associados, efeitos e causas. É utilizado para avaliar se são suficientes os controles de prevenção e detecção planejados e recomendar ações adicionais. Os documentos do FMEA e as ações de controle estão sendo tomadas para reduzir os riscos (tradução livre de FMEA AIAG & VDA 1a edição).

O método FMEA contribui com os engenheiros priorize e foque na prevenção de ocorrência de problemas nos produtos e/ou nos processos.

A primeira edição do FMEA não possui uma data de lançamento exata e única, pois a ferramenta evoluiu ao longo dos anos, sendo utilizada em diversas indústrias e com diferentes abordagens. 

O FMEA foi desenvolvido inicialmente na década de 1960 pela indústria aeroespacial norte-americana e, desde então, passou por diversas adaptações e refinamentos.

As principais edições e marcos do FMEA são:

- Década de 1960: Criação do FMEA na indústria aeroespacial.
- Em 1980, o então grupo denominado como “Big Three” (Chrysler, Ford Motor Company e General Motors) estabeleceu um padrão de qualidade através da norma SAE J1739, sendo essa, em 1994, incluída no manual de FMEA da QS-9000, no qual mais tarde foi adotado como padrão da AIAG (Automotive Industry Action Group) para a indústria de fornecedores automotivos – (Fonte – Linkedin – Prof - Fabio Guedes)
- Em 1996, em contrapartida, foi publicado um novo padrão de FMEA – o VDA (Verband der Automobilindustrie) – estabelecido por membros da indústria automobilística alemã: Audi AG, BMW AG, Daimler-Chrysler AG, Volkswagen AG e fornecedores automotivos, tais como: Robert Bosch GmbH, ZF Friedrichshafen, Context GmbH, Siemens VDO, ZF Sachs AG, BP AG e Thyssen Krupp Stahl AG.2019: Lançamento da primeira edição conjunta do FMEA AIAG (Automotive Industry Action Group & VDA (Verband Der Automobiliindustrie), unificando os padrões da indústria automotiva. – (Fonte – Linkedin – Prof - Fabio Guedes)
- Em 2019, foi publicado o manual do FMEA AIAG & VDA 1ª Edição, que substitui o FMEA 4ª Edição da AIAG e o FMEA de projeto e processo Volume 4 do VDA. – (Fonte – Linkedin – Prof -Fabio Guedes)

O FMEA (Análise de Modo de Falha e Efeitos) é uma ferramenta fundamental para a prevenção de falhas em produtos e processos. Ao longo dos anos, o FMEA passou por diversas edições, cada uma trazendo novas funcionalidades e aprimoramentos.

## 3 - PRINCIPAIS MUDANÇAS

O manual FMEA primeira edição publicado em junho de 2019 substitui o manual AIAG 4edição FMEA e VDA FMEA Produtos e Processos volume 4.

Nessa nova edição, foi incluído o FMEA -MSR - Monitoring and System Response (Monitoramento e Resposta do Sistema)

No item 1.3.5 dessa 1ª edição do FMEA AIAG & VDA, indica a seguinte estratégia de transição.

Os estudos de FMEA desenvolvidos na edição prévia AIAG 4ª Edição Produtos e Processos, podem permanecer na sua forma original para posterior revisão.

A organização deve trabalhar um plano de transição do modelo de FMEA utilizado atualmente para o novo método e ferramenta do novo, FMEA AIAG & VDA. Quando praticável, os FMEAS existente podem ser usado como ponto de partida para um novo programa, com a conversão das novas escalas de graduação, métodos analíticos e formato. Se a equipe verificar que as mudanças nos produtos existentes, com a aplicação do novo programa, forem pequenas, podem deixar no modelo atual.

Novos projetos devem seguir essa nova edição do FMEA, a menos que haja uma decisão da liderança ou Requisitos Específicos do Cliente. Aqui vale também a negociação da a transição.

De acordo com consulta ao Genini e IA, segue algumas mudanças trazidas pela publicação doFMEA AIAG & VDA 2019, representou um marco importante na padronização e aprimoramento das análises de modo de falha e efeitos (FMEA) na indústria automotiva. Essa nova versão, resultado da colaboração entre a AIAG (Automotive Industry Action Group) e a VDA (Verband der Automobilindustrie), trouxe diversas inovações e melhorias em relação às edições anteriores.

- **Nova sistemática para priorizar ações**: Foi substituído o critério de priorização pelo cálculo do RPN (Número de Prioridade do Risco) pela Prioridade da Ação (PA). Para Priorizar a Ação foram mantidos os tipos de tabela, para estimar a Severidade, Ocorrência e Detecção. A grande alteração está na lógica e combinação dos fatores Severidade, Ocorrência e Detecção para determinação da priorização da ação, com maior ênfase na Severidade, depois Ocorrência e na sequência a Detecção. Para uma Severidade 9-10 (alta), a prioridade da ação (PA), independente da capacidade de detecção.
- **Nova estrutura e novo método**: O manual do FMEA AIAG & VDA 2019 apresenta uma nova estrutura e novo método, com etapas mais detalhadas e um enfoque maior na análise de funções e riscos.
- **Unificação dos padrões AIAG e VDA**: Neste FMEA AIAG & VDA 2019, os padrões de estudo foram unificados em um único documento, mais abrangente e completo, o que facilita a disseminação do conhecimento entre diferentes tipos de indústria.
- **Novo capítulo**: Inclusão do FMEA-MSR: Adicionado o método FMEA-MSR (FMEA Suplementar para Monitoramento e Resposta do Sistema). Essa ferramenta é utilizada para analisar falhas que podem ocorrer durante a operação do veículo e que podem levar a um estado de operação degradado, permitindo a tomada de ações preventivas.

De acordo com IA Generativa Gemini com fonte do Youtube de Paulo Guedes e do blog SoftExpert de Bruna Borsalli, segue outras mudanças:

- **Novas tabelas e formulários**: Revisão dos índices S, O e D: Os índices de severidade, ocorrência e detecção foram revisados e refinados, buscando maior precisão na avaliação dos riscos.
- **Maior clareza e objetividade**: A nova versão do FMEA apresenta um texto mais claro e conciso, facilitando a compreensão e a aplicação da metodologia.
- **Flexibilidade**: O FMEA AIAG & VDA 2019 oferece maior flexibilidade para adaptar a análise às necessidades específicas de cada organização.
- **Foco na prevenção**: A nova versão enfatiza a importância da prevenção de falhas, incentivando a identificação e o tratamento dos riscos em fases iniciais do desenvolvimento de produtos e processos.

## 4 - PROCESSO

### 4.1 - FMEA DE PROJETO

DFMEA significa Análise dos Modos de Falha e Efeitos do Projeto. É uma ferramenta de engenharia sistemática usada para identificar e avaliar potenciais falhas em um produto durante a fase de design. O objetivo principal do DFMEA é prevenir que essas falhas ocorram, garantindo a qualidade, segurança e confiabilidade do produto.

#### Definição mais detalhada:

O DFMEA é um processo que envolve a análise minuciosa de cada componente, função e característica de um produto para identificar todos os modos possíveis de falha e seus efeitos. Ao identificar essas falhas em potencial, a equipe de projeto pode implementar medidas preventivas para eliminá-las ou mitigar seus impactos

#### Aplicação do DFMEA:

O DFMEA é aplicado durante a fase inicial de desenvolvimento de um produto, antes mesmo de qualquer protótipo ser construído. A sua aplicação é crucial, pois permite:

- Identificar falhas em potencial: Ao analisar cada componente e função, a equipe pode identificar falhas que poderiam passar despercebidas em outras etapas do processo.
- Avaliar a severidade dos efeitos: A equipe avalia a gravidade de cada falha, considerando seu impacto na segurança, desempenho e satisfação do cliente.
- Implementar ações preventivas: Com base na análise, a equipe pode implementar mudanças no design ou nos processos para eliminar ou reduzir o risco das falhas.
- Documentar as análises: O DFMEA gera um documento completo que registra todas as análises, as ações tomadas e os responsáveis por cada tarefa.

### 4.2 - FMEA DE PROCESSO

#### PFMEA: Análise de Modo de Falha e Efeitos do Processo

PFMEA significa Análise de Modo de Falha e Efeitos do Processo. É uma ferramenta de qualidade utilizada para identificar e avaliar potenciais falhas em um processo específico. Ao contrário do DFMEA, que se concentra no design do produto, o PFMEA foca nos processos de fabricação, montagem, teste e outros que levam à produção final.

#### Definição mais detalhada:

O PFMEA é um método sistemático para identificar e eliminar as causas de potenciais falhas em um processo. Ele envolve a análise detalhada de cada etapa do processo, desde a entrada de materiais até a entrega do produto final. Ao identificar essas falhas em potencial, a equipe pode implementar ações para preveni-las ou minimizar seus impactos.

#### Aplicação do PFMEA:

O PFMEA é aplicado em diversas etapas do ciclo de vida de um produto ou serviço, incluindo:

- **Desenvolvimento de novos produtos**: Para garantir que os processos de fabricação sejam robustos e capazes de produzir produtos de alta qualidade.
- **Melhoria de processos existentes**: Para identificar e eliminar as causas de problemas recorrentes em processos já estabelecidos.
- **Prevenção de defeitos**: Para evitar que defeitos sejam produzidos e causem insatisfação do cliente.
- **Redução de custos**: Ao eliminar as causas de defeitos, o PFMEA contribui para a redução de custos com retrabalho, refugo e garantia.

## 5 - MÉTODO FMEA

O FMEA (Análise de Modo de Falha e Efeitos) é um processo sistemático que envolve várias etapas para identificar e prevenir falhas em produtos ou processos. As etapas podem variar ligeiramente dependendo da indústria e da aplicação específica, mas, em geral, seguem os seguintes passos:

![Os passos do método FMEA](https://storage.ghost.io/c/4e/b0/4eb0591b-c365-4e1f-b96e-c10832741266/content/images/2026/11/gdoc-6993a2212c.png "metodo-fmea-passos")

Figura 1 - Etapas do FMEA - Fonte: FMEA AIAG & VDA 1ª edição figura 1.6.1

Cada modo de falha, relação de causa e efeito é avaliado para estimar o risco. Existe um critério de classificação para avaliação do risco:

**Severidade (S)** \- indica a severidade do efeito da falha. (gravidade das consequências que podem ocorrer caso um determinado evento adverso ou falha ocorra. Em outras palavras, é uma medida do impacto negativo que um evento pode causar sobre um sistema, processo ou organização.

Segue exemplo de classificação da Severidade

### Tabela 1 – Notas e critérios para avaliação da Severidade - parcial

| Tabela de critérios para avaliação da Severidade - Produto  |             |                                                                                                                                  |                                            |
| ----------------------------------------------------------- | ----------- | -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------ |
| Nota do efeito potencial da falha conforme critérios abaixo |             |                                                                                                                                  |                                            |
| S                                                           | Efeito      | Critério de Severidade                                                                                                           | Exemplo corporativo ou de linha de produto |
| 10                                                          | Muito Alto  | Afeta a operação segura do veículo e/ou outros veículos, a saúde do motorista ou passageiros ou usuários da estrada ou pedestres |                                            |
| \--                                                         | \--         | \--                                                                                                                              |                                            |
| \--                                                         | \--         | \--                                                                                                                              |                                            |
| 1                                                           | Muito Baixo | Nenhum efeito perceptível                                                                                                        |                                            |

Fonte: Tabela D1 – DFEMEA Severity - FMEA AIAG & VDA 1a edição 2019

**Ocorrência (O)** \- indica a ocorrência (frequência) da causa da falha (momento exato em que um equipamento ou sistema deixa de cumprir sua função principal. É o evento que desencadeia uma série de consequências, desde pequenas interrupções até grandes perdas financeiras e, em alguns casos, até acidentes)

Segue exemplo de classificação da Ocorrência

#### Tabela 2 – Notas e critérios para avaliação da Ocorrência - parcial

| Tabela de critérios para avaliação da Ocorrência Potencial - Produto                                                                                                                                 |                                       |                                                                                                                                                                                                       |                                            |
| ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------- | ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------ |
| Nota da causa potencial da falha conforme critérios abaixo. Considerar a experiência e os controles do produto quando da determinação da melhor estimativa da ocorrência (classificação qualitativa) |                                       |                                                                                                                                                                                                       |                                            |
| O                                                                                                                                                                                                    | Previsão da causa da ocorrência falha | Critério de Ocorrência - DFMEA                                                                                                                                                                        | Exemplo corporativo ou de linha de produto |
| 10                                                                                                                                                                                                   | Extremamente Alto                     | Aplicação pela primeira vez de novas tecnologias em qualquer lugar, sem experiência operacional e/ou em condições operacionais sem controle. Sem verificação do produto e/ou experiência de validação |                                            |
| \--                                                                                                                                                                                                  | \--                                   | \--                                                                                                                                                                                                   |                                            |
| \--                                                                                                                                                                                                  | \--                                   | \--                                                                                                                                                                                                   |                                            |
| 1                                                                                                                                                                                                    | Extremamente Alto                     | Falha eliminada pelo controle de prevenção e/ou a causa da falha não é possível pelo projeto.                                                                                                         |                                            |

Fonte: Tabela D2 – DFEMEA Ocurrence- FMEA AIAG & VDA 1a edição 2019

**Detecção (D)** – indica a detecção da causa da falha e/ou modo da falha ocorrida.

A nota atribuída a Detecção é estimada pela medição da eficácia dos controles de detecção para demonstrar a confiabilidade da causa da falha ou modo de falha, antes do item ser entregue para produção.

Segue exemplo de classificação da Ocorrência

#### Tabela 3 – Notas e critérios para avaliação da Detecção - parcial

| Tabela de critérios para Potencial Detecção para validação do projeto do Produto                          |                                                                                  |                                                                                                                                                                             |                                            |
| --------------------------------------------------------------------------------------------------------- | -------------------------------------------------------------------------------- | --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------ |
| Nota do controle de detecção de acordo com a maturidade do método de detecção e oportunidade de detecção. |                                                                                  |                                                                                                                                                                             |                                            |
| D                                                                                                         | Habilidade em Detectar                                                           | Maturidade do Método de Detecção                                                                                                                                            | Exemplo corporativo ou de linha de produto |
| 10                                                                                                        | Muito Baixo                                                                      | Procedimento de teste ainda a ser desenvolvido                                                                                                                              |                                            |
| 9                                                                                                         | Método de teste não projetado especialmente para detectar modo de falha ou causa |                                                                                                                                                                             |                                            |
| \--                                                                                                       | \--                                                                              | \--                                                                                                                                                                         |                                            |
| \--                                                                                                       | \--                                                                              | \--                                                                                                                                                                         |                                            |
| 1                                                                                                         | Muito Alto                                                                       | Testes primários confirmaram que o modo de falha ou a causa não pode ocorrer, ou o método de detecção garante que sempre será detectado o modo de falha ou a causa da falha |                                            |

Fonte: Tabela D3 – DFEMEA Detection- FMEA AIAG & VDA 1a edição 2019

##  6 - MÉTODO PARA AVALIAÇÃO DA PRIORIDADE

###  6.1 - MÉTODO FMEA ANTIGO

A avaliação do Número da Prioridade do Risco era calculada pela seguinte equação.

NPR = S x O x D

Em que:

- NPR – Número da Prioridade do Risco.
- S – Nota estimada da Severidade, com variação de 10 a 1
- O - Nota estimada da Ocorrência, com variação de 10 a 1
- D - Nota estimada da Detecção, com variação de 1 a 10

Assim, o NPR pode variar de 1 a 1000 pontos.

A partir desse número, determinava-se o Índice de Riscos e os modos de falhas (riscos) eram priorizados e ações preventivas elaboradas e aplicadas.

#### Tabela 4 - Notas e critérios para avaliação da Severidade, Ocorrência, Detecção e índice de Riscos

| Componente do NPR   | Classificação      | Peso       |
| ------------------- | ------------------ | ---------- |
| Severidade (S)      | Apenas perceptível | 1          |
| Pouca importância   | 2 a 3              |            |
| Moderadamente grave | 4 a 6              |            |
| Grave               | 7 a 8              |            |
| Extremamente grave  | 9 a 10             |            |
| Ocorrência (O)      | Improvável         | 1          |
| Muito pequena       | 2 a 3              |            |
| Pequena             | 4 a 6              |            |
| Média               | 7 a 8              |            |
| Alta                | 9 a 10             |            |
| Detecção (D)        | Alta               | 1          |
| Moderadamente alta  | 2 a 3              |            |
| Pequena             | 4 a 6              |            |
| Muito pequena       | 7 a 8              |            |
| Improvável          | 9 a 10             |            |
| Indice de Risco NPR | Baixo              | 1 a 50     |
|                     | Médio              | 50 a 100   |
|                     | Alto               | 100 a 200  |
|                     | Muito Alto         | 200 a 1000 |

Fonte: Instituto da Qualidade Automotiva (IQA)

### 6.2 - MÉTODO FMEA AIAG & VDA 1ª Edição 2019

A avaliação da Prioridade da Ação é definida como segue:

**Prioridade da Ação** – Assim que a equipe tenha completado a identificação inicial do modo de falha, efeitos da falha, causas da falha e medidas de controle de prevenção, incluindo a nota de avaliação para a severidade, ocorrência e detecção, devem decidir se mais esforços são necessários para reduzir os riscos. Em geral, como os recursos são limitados, tempo, tecnologia e entre outros fatores, a equipe deve priorizar a escolha dessas ações. (FMEA AIAG & VDA 1ª Edição 2019).

#### Definição da Prioridade da Ação

A combinação da Severidade (S), Ocorrência (O) e Detecção, de acordo com as tabelas exemplificadas anteriormente, pode variar de 1 a 1000 pontos.

O novo critério de priorização, denominado de Prioridade da Ação (PA), foi criado para dar mais ênfase a Severidade, depois a Ocorrência e depois a Detecção e foi dividida em Alta, Média e Baixa, como ilustra a tabela Tabela Prioridade da Ação - PA. Abaixo.

- Prioridade Alta (H) – A mais alta prioridade para revisão e ação. A equipe precisa identificar uma ação apropriada para melhorar a prevenção e/ou controles de detecção ou justificar e documentar o porquê dos controles atuais estão adequados.
- Prioridade Média (M) – Prioridade média para revisão e ação. A equipe deve identificar ação apropriada para melhorar a prevenção e/ou controles de detecção ou, na descrição da empresa, justificar e documentar o porquê dos controles estão adequados.
- Prioridade Baixa (L) – Prioridade baixa para revisão e ação. A equipe pode identificar ação apropriada para melhorar a prevenção e/ou controles de detecção.

#### Tabela 5 - Prioridade da Ação - PA - parcial

| Prioridade da Ação pelo FMEA AIAG & VDA 1ª Edição 2019                                                                                      |            |                                 |      |                        |      |                       |             |
| ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ---------- | ------------------------------- | ---- | ---------------------- | ---- | --------------------- | ----------- |
| A Prioridade da Ação está baseada na combinação da nota da Severidade, Ocorrência e Detecção a fim de priorizar ações para redução de risco | Em branco  |                                 |      |                        |      |                       |             |
| Efeito                                                                                                                                      | S          | Previsão da Ocorrência da Falha | O    | Capacidade de Detecção | D    | Prioridade da Ação PA | Comentários |
| Produto ou efeito na Planta Muito Alto                                                                                                      | 9-10       | Muito Alta                      | 8-10 | Baixo -Muito Baixo     | 7-10 | H                     |             |
| Moderado                                                                                                                                    | 5-6        | H                               |      |                        |      |                       |             |
| Alto                                                                                                                                        | 2-4        | H                               |      |                        |      |                       |             |
| Muito Alto                                                                                                                                  | 1          | H                               |      |                        |      |                       |             |
| Alta                                                                                                                                        | 6-7        | Baixo -Muito Baixo              | 7-10 | H                      |      |                       |             |
| Moderado                                                                                                                                    | 5-6        | H                               |      |                        |      |                       |             |
| Alto                                                                                                                                        | 2-4        | H                               |      |                        |      |                       |             |
| Muito Alto                                                                                                                                  | 1          | H                               |      |                        |      |                       |             |
| Moderada                                                                                                                                    | 4-5        | Baixo -Muito Baixo              | 7-10 | H                      |      |                       |             |
|                                                                                                                                             | Moderado   | 5-6                             | H    |                        |      |                       |             |
|                                                                                                                                             | Alto       | 2-4                             | H    |                        |      |                       |             |
|                                                                                                                                             | Muito Alto | 1                               | M    |                        |      |                       |             |
| Baixa                                                                                                                                       | 2-3        | Baixo -Muito Baixo              | 7-10 | H                      |      |                       |             |
|                                                                                                                                             | Moderado   | 5-6                             | M    |                        |      |                       |             |
|                                                                                                                                             | Alto       | 2-4                             | L    |                        |      |                       |             |
|                                                                                                                                             | Muito Alto | 1                               | L    |                        |      |                       |             |
| Muito Baixa                                                                                                                                 | 1          | Muito Alta – Muita Baixa        | 1-10 | L                      |      |                       |             |
| Contínua                                                                                                                                    |            |                                 |      |                        |      |                       |             |

Fonte: Tabela AP Prioridade da Ação pelo FMEA AIAG & VDA 1ª Edição 2019

Exemplo

Comparação de um Estudo pelo FMEA Antigo e pelo FMEA AIAG & VDA 1ª Edição 2019

SE

| FMEA Antigo | S  | O | D   | Índice do Risco NPR | Classificação do Risco |
| ----------- | -- | - | --- | ------------------- | ---------------------- |
| 10          | 10 | 1 | 100 | Médio               |                        |

| FMEA Novo | S  | O | D | Prioridade da Ação | Classificação do Risco |
| --------- | -- | - | - | ------------------ | ---------------------- |
| 10        | 10 | 1 | H | H - Alto           |                        |

Note que pelo FMEA AIAG & VDA 1ª Edição 2019, a grande ênfase é dada a Severidade e pouca na Detecção. E este critério também é adotado nas avaliações de riscos na organização, como ilustra a matriz de frequência x severidade abaixo.

### Matriz de Frequência x Severidade

![Matriz de Frequência x Severidade](https://storage.ghost.io/c/4e/b0/4eb0591b-c365-4e1f-b96e-c10832741266/content/images/2026/11/gdoc-ab6e0c8a1b.png "matriz-frequencia-severidade")

Para um risco de Severidade Catastrófica, para frequência de ocorrência de remota a extremamente frequente, o grau de risco será sempre não tolerável, crítico.

Ou seja, na avalição do risco da função, o FMEA AIAG & VDA 2019, aproximou-se muito deste critério de avaliação da criticidade. 

Recomendação de novos estudos - E no futuro, que ocorram estudo para uma completa unificação e padronização de uma única Matriz de Frequência x Severidade, tanto para avaliação da Prioridade da Ação, pelo FMEA, como a determinação do grau de criticidade do risco, na avaliação dos riscos na organização.

## 7- REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

FMEA AIAG & VDA - Failure Mode and Effects Analyis -FMEA handbook – First Editon, June 2019 - Automotive Industry Action Group

Prof Paulo Guedes, [https://www.linkedin.com/pulse/principais-mudan%C3%A7as-da-%C3%BAltima-vers%C3%A3o-do-fmea-aiag-vda-guedes/](https://www.linkedin.com/pulse/principais-mudan%C3%A7as-da-%C3%BAltima-vers%C3%A3o-do-fmea-aiag-vda-guedes/?ref=revistamanutencao.com.br), consultado em 06/11/2024

IA Generativa – Gemini - Fontes

SoftExpert – Bruna Borsalli - [https://blog.softexpert.com/pt-br/nova-edicao-do-fmea-aiag-vda-para-o-setor-automotivo-veja-o-que-mudou/](https://blog.softexpert.com/pt-br/nova-edicao-do-fmea-aiag-vda-para-o-setor-automotivo-veja-o-que-mudou/?ref=revistamanutencao.com.br)

YouTube: Prof. Paulo Guedes - [https://m.youtube.com/watch?v=4s125YdcvS8](https://m.youtube.com/watch?v=4s125YdcvS8&ref=revistamanutencao.com.br)