> ## Content Index
> Fetch the complete content index at: https://revistamanutencao.com.br/llms.txt
> Use this file to discover other available public pages before exploring further.

# Por que a Manutenção Baseada em Uso ainda não é uma realidade nas indústrias?
- URL: https://revistamanutencao.com.br/literatura/tecnica/manutencao/manutencao-baseada-em-uso-realidade/
- Published: 2021-08-17T14:15:58.000Z
- Updated: 2026-11-01T18:09:35.000Z
- Description: Quando o assunto é manutenção, a maioria das indústrias se contentam com as clássicas manutenções preventivas e corretivas. E a equipe de manutenção até acha que atingiu as suas metas, porém um programa de manutenção baseado só em calendário não é perfeito.
- Author: Igor Marinelli
- Tags: Manutenção, Literatura, Técnica, Revista, Manutenção 4.0, Opinião, Tractian, Manutenção Baseada em Uso, #import-joomla, #source-db-wayback, #Import 2026-11-01 14:12

Quando o assunto é manutenção, a maioria das indústrias se contentam com as clássicas manutenções preventivas e corretivas. E a equipe de manutenção até acha que atingiu as suas metas, porém um programa de manutenção baseado só em calendário não é perfeito. 

A manutenção em excesso ou em falta acabam sendo ineficientes para os problemas em uma linha de produção. A empresa desembolsa dinheiro extra para equipamentos que, muitas vezes, não precisam de manutenção e acabam aumentando o risco de quebra em outros que são muito utilizados.

É aí que entra a Usage Based Maintenance (UBM), traduzida para o português, **Manutenção Baseada em Horas de Uso.** Uma técnica que utiliza métricas e horímetro para avaliar o quanto um item é usado, e com base nisso planeja-se a manutenção. Evitando riscos de reparos excessivos ou insuficientes em qualquer equipamento.

Este conceito é clássico, não surgiu ontem, foi utilizado primeiro na aviação, para que apenas fossem realizadas as trocas quando o avião estivesse "pedindo", quando o número de **X horas de uso** estipulado pelo fabricante fosse atingido.

Imagina se os aviões tivessem um dia de **Parada Geral,** igual nas indústrias? Você vai se lembrar o quão comum é essa situação: Depois de uma substituição massiva de peças, tenta religar os equipamentos, o famoso "start" na planta, e nada acontece?

Isso é devido a [Curva da Banheira](https://tractian.com/blog/curva-da-banheira-entenda-o-comportamento-tipico-de-uma-maquina?ref=revistamanutencao.com.br), que reinicia o contador de falhas dos equipamentos, leva-o novamente para estaca zero de previsibilidade. Nem sempre a troca em massa melhora o estado das coisas.

Mas por que será que o fabricante de máquinas que vende para sua indústria nunca te falou isso? Por que um **conceito clássico** como esse, pouca ou quase nenhuma indústria consegue aplicar? Por que a indústria ainda não funciona como se fosse um **carro**? "Andou Y km, trocar óleo, andou Z km, trocar pneus." - Seria sensacional!

*Surpresa*, o meio industrial sempre foi monopolizado por fabricantes de motores e rolamentos, você acha mesmo que eles estão interessados em fazer você **economizar** com peças? 70% do faturamento dessas empresas antigas se constituem em vendas e trocas de máquinas e peças, faz a conta, não é vantajoso desenvolver um tecnologia de ponta que vai estender a vida útil do seu componente de 14 meses (base calendário) para 18 meses (se for trocado em base horas), por exemplo. Isso representaria **mais de 30% de ganho para o orçamento da sua manutenção preventiva.**

**Então, te convido para o lado azul da força.** Dê uma olhada no datasheet do seu equipamento, eles são obrigados a colocar o número de horas de uso que o equipamento pedirá uma preventiva, por exemplo, um rolamento, 10 mil horas. Ignore a parte da manutenção baseada em calendário, 6 meses, 12 meses, 18 meses, isso é coisa do passado.

A [TRACTIAN](https://tractian.com/?ref=revistamanutencao.com.br) é a única do mercado, nacional e internacional, que conseguem tornar o conceito uma realidade prática para os gestores de manutenção. Veja como:

## 1\. Definição do horímetro do sensor

Todos os nossos sensores preditivos de vibração e temperatura, possuem um **horímetro embutido.** Os limites de uso são definidos a partir do tipo de máquina que estará em funcionamento, e normalmente seguem a forma dos ciclos dos equipamentos.

## 2\. Registro automático das horas de uso

A Manutenção Baseada em Horas de Uso depende do registro realizado sobre a utilização dos equipamentos, no nosso caso, você não precisa mais *planilhar* isso no Excel para depois jogar no SAP. As leituras realizadas nas máquinas, independente de quantas sejam, entram no sistema. Com a nossa funcionalidade de CMMS as leituras são registradas de uma maneira mais fácil e clara. Além de que ficam registradas em relatórios operacionais para averiguação.

## 3\. Suba o plano de manutenção preventiva

Como última etapa, basta fazer o *upload* do seu plano de manutenção preventiva com base em horas, para todos os ativos que estão sendo monitorados. A plataforma cria automações que abrem uma Ordem de Serviço automaticamente após o sensor acusar que aquelas X horas de uso real do equipamento passaram e você precisa trocar o óleo da bomba dentro de 3 dias.

Agora que eu te contei o segredo de uma manutenção classe mundial, não parece nada demais, não é? Tecnologia boa é isso, aquela que você usa e nem lembra mais de como a sua vida era antes dela.

Faz sentido? Deixe seus #comentários!