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# Rumo à Eficiência: Mover, a próxima fase do Rota 2030 no Brasil
- URL: https://revistamanutencao.com.br/noticias/novidades-do-setor/rumo-a-eficiencia-mover-a-proxima-fase-do-rota-2030-no-brasil/
- Published: 2024-01-16T14:31:15.000Z
- Updated: 2026-11-01T18:29:02.000Z
- Description: A próxima etapa busca não apenas impulsionar o setor automotivo brasileiro, mas também promover iniciativas para descarbonização, incentivando o uso de biocombustíveis e outras formas de energias alternativas.
- Author: Redação
- Tags: Novidades do setor, Notícias, #import-joomla, #source-db, #Import 2026-11-01 14:12

O setor automotivo brasileiro desempenha papel crucial na economia do país, sendo um dos pilares da indústria nacional. Ele é responsável por movimentar 22% do PIB da industrial nacional e por gerar empregos. 

Com a ascensão de veículos elétricos, conectividade avançada e sistemas de direção autônoma, o Brasil busca consolidar sua posição como um protagonista no desenvolvimento e produção dessas tecnologias de ponta.

Instituído pelo Governo Federal por meio do Decreto 9.557, o Rota 2030 - Mobilidade e Logística, estabelece normas que, além da redução das emissões de gases do efeito estufa, visam ao aumento da [segurança](https://revistamanutencao.com.br/literatura/tecnica/seguranca-do-trabalho/dds-na-manutencao-promovendo-seguranca-e-eficiencia/) e da competitividade do segmento nos próximos 15 anos. 

Dentre os pontos do "Rota 2030" constam: novas metas de eficiência energética dos modelos aqui vendidos; quais itens de segurança se tornarão obrigatórios nos próximos anos; quais novas tecnologias serão desenvolvidas obrigatoriamente.

## Metas de eficiência

**Redução da poluição e aumento da eficiência:** os novos carros deverão otimizar a utilização da energia gerada pela combustão, resultando em emissões mais baixas de gases poluentes na atmosfera.

**Peso e aerodinâmica:** a frota atual possui o peso de 1.100kg, o programa define uma redução para a 1.000 kg

**Inspeção veicular:** estabelece um programa nacional de que analise as condições de rodagem dos veículos com foco em segurança e emissão de poluentes. 

**IPI**: a proposta é cobrar Imposto por eficiência energética, não mais por capacidade cúbica do motor (1.0, 1,6, 2.0). 

**Alíquota mínima para elétricos:** Agora os [elétricos ](https://revistamanutencao.com.br/noticias/negocios/byd-lidera-vendas-globais-de-veiculos-eletricos/)pagarão um percentual mínimo de 7%, híbridos variarão entre 7% e 20% variando entre eficiência energética e peso do veículo. 

**Regulamentação dos carros verdes:** o governo se compromete a definir normas de segurança, incentivar modelos eletrificados e viabilizar a [produção local desses veículos.](https://revistamanutencao.com.br/noticias/novidades-do-setor/vendas-globais-da-volkswagen-se-recuperam-em-2023/)

**Vale lembrar que a primeira fase chamada Inovar-Auto durou quatro anos (2018-2022)**. Agora, é esperado que as novas iniciativas nessa próxima fase chamada Mover não apenas acelerem a transição para tecnologias mais limpas e eficientes, mas também incentivem a adoção de práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva. 

## Mover: Mobilidade Verde e Inovação

Nos últimos dias de 2023 o governo criou a nova fase do Rota 2030, chamada Mover. Ela surge com a tentativa de descarbonizar a indústria automotiva brasileira, estimular o uso de biocombustíveis e outras energias alternativas. Além disso, ela também introduz o IPI Verde, que implica na redução de impostos para veículos menos poluentes.

Diferentemente da primeira fase, que se dedicou à melhoria da [eficiência energética](https://revistamanutencao.com.br/literatura/tecnica/manutencao/o-papel-da-transformacao-digital-da-industria/) e segurança veicular, o Mover acrescenta um novo critério para a concessão de descontos no IPI: a reciclagem dos automóveis.

**Agora, o setor automotivo contará com** [**incentivos fiscais**](https://revistamanutencao.com.br/noticias/producao-industrial-apresenta-crescimento-em-novembro/) **para impulsionar as mudanças e atender aos requisitos obrigatórios desta etapa.**

Ao todo serão R$ 3,5 bilhões em 2024, R$ 3,8 bilhões em 2025, R$ 3,9 bilhões em 2026, R$ 4 bilhões em 2027 e R$ 4,1 bilhões em 2028 - valores que deverão ser convertidos em créditos financeiros. O programa alcançará, no final, mais de R$ 19 bilhões em incentivos.