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10 dicas para troca de óleo em motores principais de embarcações

Fotos disponibilizadas por Bruno Silva sob licença Creative Commons BY-SA

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(Via BRUNO SILVA) Uma das metas importantes à bordo é deixar a embarcação com o maior índice “pronto a operar”, então, cumprir uma OM (Ordem de manutenção) com segurança e eficiência, garante o máximo de vida útil e disponibilidade do equipamento.

A faina da troca de óleo é uma realidade muito comum a bordo das embarcações, onde os motores a combustão são os artistas principais dentro da praça de máquinas. No Apoio Marítimo (Offshore) ou Apoio Portuário, por exemplo, existem embarcações Diesel Elétricas com 3, 4 e até mais motores, funcionando em modo “full time”, além de ter a bordo grupos geradores de emergência, grupos geradores de porto, motores a combustão acoplados a bombas de combate a incêndio externo (Fire-Fighting), entre outros.

Confira então a seguir 10 dicas que separei sobre a faina de troca de óleo dos Motores Principais.

Antes, para todo mundo ficar ligado:

A OM ou Ordem de Manutenção é a requisição da ação de manutenção planejada, de acordo com as orientações do fabricante e do setor de manutenção.

O Motor de Combustão Principal ou MCP é o motor diesel que aciona a propulsão.

Os elementos filtrantes servem para filtrar o óleo, retendo partículas e evitando o desgaste prematuro do motor.

O óleo lubrificante do motor tem como função principal a redução de atrito, mas não é só isso, ele também possui ações anti-corrosivas e auxilia na refrigeração e vedação do motor.

Desvendando a nomenclatura!

Um óleo lubrificante muito comum em motores principais de embarcações de Apoio Marítimo e Apoio Portuário é o 15W40, onde o 15w é o grau de viscosidade em baixa temperatura e o 40 em alta temperatura. Quanto menor o valor, mais fino é o lubrificante. A viscosidade determina a resistência do óleo para se movimentar entre as peças do motor.

motor

Bem, vamos ao que interessa! Confira as 10 super dicas para a faina de troca de óleo dos motores Principais:

Dica 01: FISPQ (Ficha de Informações de Produtos Químicos).

O óleo lubrificante é um produto químico, então é importante conhecer os riscos, as dicas de armazenamento e manuseio e as ações em casos de primeiros socorros ou combate à incêndio desse produto que você irá trabalhar, e na FISPQ você encontra tudo isso! Clique aqui e acesse a FISPQ do óleo lubrificante Mobil Delvac MX 15W40, para ter como exemplo como que é composta uma FISPQ. É necessário manter a bordo a FISPQ de todos os produtos químicos armazenados na embarcação.

Dica 02: AST (Análise de Segurança da Tarefa) ou APR (Análise Preliminar de Risco).

Nos motores principais temos sistemas pressurizados, superfícies quentes, perigos de choque elétrico, entre outros riscos, então precisamos identificar esses e os demais riscos envolvidos na faina através da elaboração de uma AST ou APR. Para realizar uma boa análise de riscos, devemos observar o ambiente e imaginar tudo que irá acontecer, pense no que vamos precisar, no que poderia dar certo ou errado, consulte o mapa de riscos do local, a matriz de utilização de EPI, e faça uma análise criteriosa em cima dos possíveis riscos em cada passo da tarefa.

Dica 03: Não drene o óleo lubrificante quando o motor estiver frio.

Quando o óleo lubrificante esfria, as partículas de desgaste se depositam no fundo do cárter, e não são removidas quando o óleo frio é drenado.

Dica 04: Não drene o óleo lubrificante do cárter para a Dala (porões), pocetos ou para o Tanque de Esgoto Oleoso (Bilge).

O óleo lubrificante usado pode ser reutilizado, pois ainda contém cerca de 80% do óleo básico, que é extraído após diversos processos chamados "rerrefino". Então drene o óleo lubrificante sempre para o tanque apropriado de óleo sujo (dirty oil), a fim de ser coletado posteriormente por empresa especializada em reciclagem de óleo lubrificante.

Dica 05: Drene o óleo sempre pelo bujão de drenagem de óleo.

Para evitar a contaminação de resíduos do óleo antigo no óleo lubrificante novo, sempre drene o óleo pelo bujão de drenagem no fundo do cárter, nunca pela porta de visita do cárter ou por outros meios. Caso não o encontre, consulte especialistas ou o manual do fabricante para encontrar o bujão de drenagem no motor.

Dica 06: Inspecione os elementos de filtro usados

A inspeção visual dos elementos filtrantes usados é uma ação importante, juntamente com a análise de óleo, para saber como anda o nosso motor. Então a dica é cortar os elementos de óleo para inspecionar o elemento verificando se há detritos metálicos. Caso haja quantidade excessiva de detritos metálicos, use um ímã para diferenciar entre os metais ferrosos e não-ferrosos encontrados no elemento, e informe o resultado da inspeção em sua OM.

Dica 07: Flushing na linha de abastecimento de óleo lubrificante

Já vimos que a preocupação em não contaminar o nosso óleo lubrificante novo é grande, então antes de colocar o óleo novo, faça um “flushing” em toda a linha de abastecimento (redes, mangueiras e bomba), para garantir que nenhuma impureza entre no motor junto com o óleo lubrificante novo.

Dica 08: Pré-LUB

Não dê partida no motor assim que a faina da troca de óleo termina. Para evitar uma avaria no virabrequim ou mancal, faça uma pré-lubrificação em modo manual com a bomba de pré-lubrificação por uns 3 minutos, a fim de encher todos os filtros. Caso a única opção seja acionar o motor, ligue por 10 segundos e desligue, em seguida espere pelo menos uns 15 minutos, dependendo do motor (consulte o manual do fabricante) para o óleo drenar de volta ao cárter, e só com o nível de óleo satisfatório ligue o MCP para realizar os testes finais com inspeção visual e monitoramento de todos os parâmetros.

Dica 09: Nunca deixe o nível de óleo acima da marca “FULL”

Um cárter excessivamente cheio poderá fazer o virabrequim mergulhar no óleo, isso reduzirá a potência desenvolvida e também forçará a entrada de bolhas de ar no óleo. Essas bolhas de ar podem causar redução da capacidade de lubrificação do óleo, a redução da pressão do óleo, arrefecimento inadequado e saída de óleo pelo respiro do cárter.

Dica 10: Livro de Registro de Óleo

A faina em embarcações não termina quando chegamos na CCM ou em nosso escritório a bordo, as rotinas de controle são requisitos legais nesse tipo de atividade. É necessário informar no livro de registro de óleo a quantidade de óleo lubrificante usado transferido para o tanque de óleo sujo, e informar a quantidade total de óleo sujo existente neste tanque. Este é um requisito da convenção Marpol 73/78.

É isso aí, pense grande e toda máquina a vante!

 

Texto: Primeira edição publicada na Revista Manutenção sob licença Creative Commons  Licença Creative Commons
Imagens: As imagens possuem licenças específicas, consulte as respectivas legendas
Fotos disponibilizadas por Bruno Silva sob licença Creative Commons BY-SA
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DETALHES SOBRE O AUTOR
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Bruno Silva
Nome: Bruno Silva
Website: http://www.revistamanutencao.com.br/
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Chefe de Máquinas


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APRESENTAÇÃO:

Bruno Silva é carioca, nascido em 10 de abril de 1984. Chefe de Máquinas em embarcações mercantes e especialista em soluções digitais e sistemas informatizados de manutenção.

FORMAÇÃO ACADÊMICA E EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:

Bruno Silva atua nas áreas de Engenharia e Tecnologia há 20 anos, é Chefe de Máquinas em embarcações de apoio à plataformas (Offshore) e apoio portuário, e atualmente é “Chief Engineer” no grupo Wilson, Sons, empresa do segmento marítimo com mais de 180 anos. Bruno é formado em máquinas pela Marinha Mercante, além de ter formações técnicas em Mecânica e Eletrônica. Conselheiro no Instituto Federal Catarinense e Colunista na Revista Manutenção, Bruno Silva ainda conta com certificações oficiais Scrum, Microsoft, ITIL, Bing Ads, Google Ads e Google Analytics. Bruno foi premiado duas vezes no "Mar de Ideias", promovido pelo grupo Wilson, Sons, sendo contemplado pelas ideias inovadoras de baixo custo de implementação e alta eficiência e ganhos.


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