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Anos atrás, quando tive minha primeira oportunidade como líder, fui fazer um curso sobre administração da manutenção. Logo no primeiro dia de aula o professor pediu que cada um se apresentasse e caso já estivesse em posição de liderança, falasse sobre sua equipe.

Pois bem, minha vez, falei meu nome é disse que liderava uma equipe com 3 mecânicos, 3 eletricistas, 1 serralheiro e o Zequinha.

- Como assim o Zequinha? O que ele faz? Qual o cargo dele?

Tentei explicar: o Zequinha faz tudo, nem sei o cargo dele, mas ele é ajudante de mecânico, de eletricista, é pintor, pedreiro, encanador e o que mais precisar.

- Então o Zequinha é o aprendiz?

Na verdade, Zequinha era o mais velho da equipe.

Nesse ponto você pode pensar: "Coitado desse Zequinha, nunca deram oportunidade para ele."

Mas deram, só que ele recusou, ele não queria fazer curso de mecânico, nem de eletricista, nem qualquer outro. Na verdade, Zequinha estava feliz onde é como estava. Ajudava a todos com boa vontade e não estava interessado em assumir nenhuma responsabilidade. Ele já havia chegado onde queria. Com seu salário mantinha seu padrão de vida, já havia criado seus filhos e estava bem com "sua veinha".

Nesse ponto você pensa: "Esse cara é acomodado!".
Te digo que não. Era um cara bastante esforçado e pró-ativo, mas não tinha grandes ambições, já havia chegado onde queria.

Afinal qual o problema do Zequinha?

Nenhum!

Ele tinha seus objetivos e os alcançou. Como disse anteriormente, ele estava satisfeito de chegar onde chegou.

Ele não é o único. Muita gente estabelece seu "ponto Zequinha" e fica satisfeito com isso. Não tem nada de errado nessa atitude.

Nos dias de hoje nos imputa um pensamento de que devemos sempre buscar crescimento, que nunca devemos estar satisfeitos de estar onde estamos, que não podemos nunca entrar na zona de conforto, mas nem todos tem estrutura para lidar com isso, se desgastam, perdem sua saúde física, mental e emocional.

Se você estabeleceu um "ponto Zequinha" para sua carreira, não importa a altura do degrau que ele está, quando chegar lá pode relaxar e aproveitar. Pode ser que, em determinado momento, venha a vontade de subir mais degraus, se isso acontecer, se prepare para isso e suba, se não, fique onde está. Não se force a subir devido a cobranças externas ou até internas. Não se obrigue a ficar em um degrau onde você não tem equilíbrio para se manter, porque sem equilíbrio a queda é inevitável e cair pode machucar bastante.

O que você pensa a esse respeito?
Concorda que todos tem seu "ponto Zequinha"?

Comenta aí!

Segue minha hashtag:

#manutencaoeassim


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DETALHES SOBRE O AUTOR
marico-barcala Todos possuem um ponto Zequinha, você já atingiu o seu? - Revista Manutenção
Marcio Barcala
Nome: Marcio Barcala
Website: https://www.revistamanutencao.com.br
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Coordenador de Manutenção


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APRESENTAÇÃO:

Possui mais de 25 anos de experiência dentro da área de Manutenção Industrial. Já atuou como mecânico, líder, supervisor e coordenador.

Escreve sobre as experiências obtidas em sua trajetória profissional na Manutenção, setor tão amado e tão odiado dentro das indústrias.

FORMAÇÃO ACADÊMICA E EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:

Pós-graduado em Engenharia e Gerenciamento de Manutenção, pela UNIBF, Graduado em Tecnologia Mecânica em Processos de Produção, pela FATEC-SP, Técnico em Mecânica pela Escola Técnica Federal de São Paulo (atual IFSP). Atua em manutenção desde 1996, já atuou em fábricas de CD e DVD, Industria de embalagens plásticas flexíveis e embalagens plásticas sopradas.
Conhecimentos em usinagem, automação, desenho técnico, pneumática e hidráulica, projetos, montagens. Já atuou como Líder de equipe e gestor de pessoas na maior fabricante latino-americano de embalagens plásticas flexíveis.


Literatura Técnica

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