(Maxinst) A implantação de sistemas informatizados, tornou-se fundamental para pequenas, médias e grandes empresas, que desejam manter-se competitivas no mercado, contudo, ainda é comum que gestores negligenciem critérios técnicos durante a etapa de dimensionamento e priorizem critérios comerciais, o que evidentemente induz muitas empresas a adquirir e implantar sistemas que não atendem plenamente ou que atendem parcialmente as suas necessidades.
Conhecer os diferentes tipos de sistemas informatizados que existem no mercado é fundamental para os gestores que desejam ou pretendem participar de um processo de implantação de um sistema, pois muito além dos critérios comerciais, eles devem considerar os critérios técnicos, que impactarão diretamente no processo ou operação, para garantir que o sistema forneça, depois de implantado, os subsídios necessários para auxiliar nas deliberações estratégicas e táticas da empresa.
Como já descrevemos o que é um sistema EAM e as principais diferenças entre sistemas EAM, CMMS e ERP, trataremos nesta publicação exclusivamente das vantagens que um sistema EAM possui sobre seus concorrentes, com o objetivo de fornecer detalhes técnicos para que os gestores possam utilizá-los na etapa de dimensionamento de um sistema informatizado.
Em meados da década de noventa, a maioria das empresas iniciaram uma corrida frenética pela implantação de sistemas ERPs (Enterprise Resource Planning), sendo que logo após implantados, elas percebiam que haviam implantado um sistema robusto, que além do custo elevado demandava mão de obra extremamente qualificada para mantê-lo funcionando razoavelmente bem, logo surgiram os sistemas CMMS (Computerized Maintenance Management System), como alternativas mais específica para atender as especificidades da manutenção que é extremamente diversa, pois pode ser classificada de acordo com o segmento da indústria a que ela pertence, como por exemplo:
- Industrial
- Química
- Petroquímica
- Alimentícia
- Farmacêutica
- Metalúrgica
- Auto peças
- Automotiva
- Agrícola
- Mineração
- Aeronáutica
- Aeroespacial
- Naval
Após a virada do milênio, os sistemas CMMS popularizaram-se de modo que muitos deles surgiram no mercado, contudo em meados de 2014 com a publicação da ISO 55000 que estabeleceu padrões para a Gestão de Ativos Corporativos e os requisitos para um sistema de gestão, surgiram os sistemas EAM, idealizados e desenvolvidos especificamente para atender aos requisitos da norma e vincular definitivamente a manutenção a gestão de ativos, para elevar o nível de confiabilidade e maturidade dos ativos.
Neste contexto os sistemas EAM passaram a percorrer o caminho inverso dos sistemas CMMS, integrando-se aos sistemas ERPs e destacando-se pelas seguintes vantagens:
1ª - Especificamente desenvolvidos para atender aos requisitos da norma ISO 55000;
2ª - Gerencia o ciclo de vida útil dos ativos (da aquisição à venda);
3ª - Gerencia a manutenção considerando o ciclo de vida útil dos ativos;
4ª - Reduz custos, pois auxilia a mitigar despesas desnecessárias e riscos;
5ª - Auxilia nos processos deliberativos;
6ª - Auxilia na gestão de CAPEX e OPEX empresarial;
7ª - Aumenta o valor dos ativos empresariais.
Em suma, além de todas as vantagens descritas acima, que um sistema EAM possui com relação a seus "concorrentes", há em curso uma convergência, no sentido de incluir a gestão de ativos no senso comum das empresas, ou seja, a tendência é que sistemas de gestão de ativos tornem-se cada vez mais comum e que as empresas que os utilizam, tornem-se cada vez mais eficientes, no sentido de reduzir custos e riscos.
via MAXINST
| Texto: Segunda edição publicada na Revista Manutenção sob licença Creative Commons | ![]() |
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