Fundamentos da análise dimensional aplicados na manutenção

Fundamentos da análise dimensional aplicados na manutenção

Para muitos estudantes, decorar dezenas ou centenas de equações, funções e fórmulas, para dominar determinadas disciplinas do ensino fundamental, médio e principalmente do superior, é algo que faz com que o processo de aprendizado, seja gradativamente desgastante, desestimulante, senão traumatizante.

Em muitos casos, isso é o que leva grande parte dos estudantes, a fazer a opção ou migrar de área do conhecimento, como por exemplo pela ou para área de humanas, que por sua vez, possui importância equivalente a área de exatas e outras áreas, mas que concentra um número maior de estudantes, porque acaba funcionando como subterfúgio, utilizado para se esquivar dos sintomas citados acima, que são na realidade os efeitos colaterais de um sistema de ensino, que há muito tempo foi diagnosticado como portador de uma doença crônica, ou seja, que não possui cura, mas que possui tratamento, cujo diagnóstico foi negligenciado, por fatores históricos que requerem uma outra série de artigos, para descrevê-los e analisá-los com o carinho que o assunto requer.

Contudo, muitos estudantes desistem das exatas, com o objetivo de evitar o doloroso processo de decorar fórmulários extensos, que muitas vezes só servem para gerar o constrangimento e a decepção de fazer com que eles sintam-se incapazes de continuar estudando determinadas disciplinas das ciências exatas, afastando-os de determinadas áreas do conhecimento, como por exemplo a Engenharia.

Mas o que acontece na realidade, e que TODOS os estudantes devem saber, para evitar esse êxodo citado acima, senão evasão, é que tal incapacidade, deve ser atribuida única e exclusivamente ao sistema de ensino e suas metodologias anacrônicas, que ao invés de ensinar os(as) estudantes a pensar e criar as condições para que eles se tornem capazes de produzir e construir o próprio conhecimento, faz exatamente o contrário, ao incentivar e permitir que alunos concurseiros, ou seja, aqueles que desenvolveram melhor a memória, se destaquem e sejam reconhecidos por isso, privilegiando a capacidade de memorização e desprezando completamente a capacidade de processamento.

  Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as condições para a sua própria produção ou sua construção.paulo freire

Paulo Freire

O sistema  de ensino utilizado no Brasil, prioriza na maior parte dos casos, a capacidade dos estudantes de memorizar grande quantidade de dados, quando na realidade, ele deveria estimular o despertar do processo cognitivo, para que eles possam aprender a analisar esses dados, e consequentemente criar os próprios meios para transformá-los em informações úteis, ou seja, de maneira análoga ao hardware de um computador ou de um smartphone, os estudantes devem ser educados para se tornarem poderosos processadores, que recebem a qualquer momento, dados desconhecidos e os processam de maneira sintética ou analítica, para gerar informações úteis aos processos deliberativos, mas infelizmente acabam-se tornando pentes de memória, senão discos de armazenamento, com pequena ou grande capacidade de armazenamento e pouca ou quase nenhuma capacidade de processamento.

A analogia citada acima pode ser interpretada equivocadamente e para evitar que alguém conclua que o meu objetivo é transformar pessoas (seres humanos) em robôs (computadores), preciso evidenciar que na realidade o que eu pretendo fazer é exatamente o contrário, uma vez que um robô recebe dados de entrada (sinais dos sensores) e os processa de acordo com instruções (equações, funções ou fórmulas), para decidir como e quando realizar algum tipo de trabalho, ou seja, um robô age como um estudante decorador de fórmulas, enquanto o que eu pretendo com a difusão da análise dimensional, é transformar robôs (estudantes decoradores de fórmulas) em profissionais (seres humanos), com capacidade cognitiva para fazer aquilo que um robô ainda não é capaz de fazer, ou seja, pensar e raciocinar para deliberar e resolver problemas complexos com humanidade. como por exemplo, determinar as instruções necessárias para que os robos, consigam processar os dados que recebem dos sensores e executar determinadas atividades sem a intervenção humana.

Enfim, romper com esse paradigma é absolutamente necessário e importante não só para os estudantes, como também para os profissionais já formados e para toda a sociedade, por esse motivo, resolvi escrever uma série de artigos, onde pretendo desmistificar a teoria através da prática, uma vez que elas são indissociáveis, e evidenciar de que maneira a matemática elementar, é utilizada empiricamente no cotidiano da indústria, através da análise dimensional, pelos profissionais da manutenção, para manter o sistema produtivo funcionando, e consequentemente garantir na praxis, o estado de bem estar social vigente para toda a sociedade Brasileira.

Ao concluir a leitura dessa pequena, mas objetiva e densa série de artigos, eu espero que o estudante ou profissional esteja plenamente apto para ler, interpretar, manipular, converter e utilizar sem decorar, a maioria das equações, funções e fórumlas utilizadas na matemática e na física, para a resolução dos mais variados problemas encontrados por exemplo, dentro de uma planta indústrial, geralmente por porfissionais de especialidades diversas como engenheiros, mecânicos, torneiros, caldereiros, serralheiros, soldadores, encanadores, eletricistas, eletrotécnicos, eletromecânicos, instrumentistas, robotistas, programadores, planejadores, analistas, encarregados, líderes, supervisores, coordenadores e gerentes, afinal:

  Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende, ensina ao aprender.            

paulo freire

Paulo Freire

Fauzi Mendonça

Engenheiro em Eletrônica

Especializações

Manutenção e Confiabilidade

Redes sociais

Fundador, Diretor Editorial e Colunista da Revista Manutenção, escreve regularmente sobre diversos assuntos relacionados ao cotidiano da Engenharia, Confiabilidade, Gestão de Ativos e Manutenção.

Desenvolvedor Web e Webdesigner, é responsável pelo design, layout, diagramação, identidade visual e logomarca da Revista Manutenção.

Profissional graduado em Engenharia Eletrônica com ênfase em automação e controle industrial, pós graduado em Engenharia de Manutenção, pela Faculdade Anhanguera de Tecnologia (FAT) de São Bernardo e em Engenharia de Confiabilidade, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Profissional atua há mais de vinte (20) anos com Planejamento e Controle de Manutenção (PCM), em empresas de médio e grande porte, nacionais e multinacionais, onde edificou carreira profissional como Técnico, Programador, Planejador, Analista e Coordenador de PCM.


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